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Luta Antimanicomial pela autonomia

maio 22, 2009

(Jornal O Estado – 22.05.09)

Por Ivna Girão

Com parte da programação, o Fórum Cearense de Luta Antimanicomial realizou ontem à tarde, na XIV Semana de Psicologia da UNIFOR

Encerrando ontem as atividades da Semana de Luta Antimanicomial no Ceará, militantes realizaram debates sobre a questão do direito à liberdade e dignidade da pessoa com transtorno mental. Analisando as reivindicações do Mova-se em colocar mais segurança no Hospital Mental de Messejana, o médico e membro do Fórum Cearense de Luta Antimanicomial, Felipe Costa, ressaltou que a atitude de colocar mais vigilância na instituição pode “reforçar estigmas do paciente com transtornos mentais e situá-los ainda mais em situação de marginalidade e isolamento social”. Segundo o militante, o tema tem que ser debatido com muito cuidado para que não se volte a políticas antigas de internações manicomiais. A Lei nº 10.216/01 apresenta, em seu texto, a importância do direito à singularidade e a liberdade do portador de sofrimento mental.

Tentando negar os criminosos métodos de tratamento, entre eles aqueles que utilizam de eletrochoque e da psicocirurgia, o Fórum Cearense acredita no cuidado da pessoa e não somente da doença: “há mil possibilidades de tratar o paciente para além dos Hospitais de internação. É possível cuidar em centros de convivência comunitária e em lares-abrigos que fogem dos esquemas de hospitais-presídios”.

Com dois Centros de Atenção Psicossocial (Caps) para dependentes químicos, outros dois Caps Infantil, uma residência terapêutica e poucos hospitais mentais, a cidade, segundo Felipe Costa, não dá conta das necessidades e demandas da população. Referindo-se aos riscos potencias que os drogadictos podem trazer aos servidores, o médico disse que é preciso entender as fragilidades de cada paciente e que os técnicos têm que estar capacitados para tal função: “esse conceito de periculosidade da pessoa com transtorno mental é errado. Eles não comentem nem mais nem menos crimes que a pessoa dita normal”, disse o militante.

Com parte da programação, o Fórum Cearense de Luta Antimanicomial realizou ontem à tarde, na XIV Semana de Psicologia da UNIFOR, a palestra “A Visão dos Modelos Assistenciais de Saúde Mental”. Na última segunda-feira, militantes promoveram Audiência Pública na Assembleia Legislativa sobre os alcances da Lei no 10.216/01, que trata da proteção e dos direitos das pessoas com problemas mentais.

(http://www.oestadoce.com.br/?acao=noticias&subacao=ler_noticia&cadernoID=22&noticiaID=12774)


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